domingo, 13 de maio de 2012

Poemas de Domingo


Tempos sem posts deste tipo eis que chega uma data que me faz voltar a escrevê-los. Neste domingo 13 de maio, dia daquela que representa amor, carinho, afeto e dedicação. Dia das Mães! E para todas as mães os Poemas de Domingo de nomes da literatura dedicados a essas mulheres que tanto amamos!

Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

ANDRADE, Carlos Drummond de
Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade

Mãe


Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.
Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.

Coralina, Cora
Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas foi uma poetisa e contista brasileira nascida em 20/08/1889 na cidade de Goiás. Considerada uma das principais escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais), quando já tinha quase 76 anos de idade. Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

M Ã E

Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!

QUINTANA, Mario
MARIO DE MIRANDA QUINTANA nasceu na cidade de Alegrete (RS), no dia 30 de julho de 1906, quarto filho de Celso de Oliveira Quintana, farmacêutico, e de D. Virgínia de Miranda Quintana. Com 7 anos, auxiliado pelos pais, aprende a ler tendo como cartilha o jornal Correio do Povo. Seus pais ensinam-lhe, também, rudimentos de francês. Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, trabalhou como jornalista quase toda a sua vida. Em 1940, lançou o seu primeiro livro de poesias, A ‘Rua dos Cataventos’, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Mário Quintana não se casou nem tinha filhos e faleceu em 5 de maio de 1994.
Fontes: Wikipedia, Pensador

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Pela Literatura: Jogos Vorazes ****

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"Matar ou morrer. Não há escolha. Na arena, o mais capaz vence. Que os Jogos Vorazes comecem! “

Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?

Título: Jogos Vorazes
Título Original: The Hunger Games
Autor: Suzanne Collins
Temas: Ficção Cientifica, Relações humanas, Sobrevivência, Programa de televisão
Tradução: Alexandre D'Elia
Editora: Rocco
Local/Ano Edição: Rio de Janeiro/2010
Capa: Tim O'Brien, Elizabeth B. Parisi & Phil Falco
Pais Original: E.U.A.
Nº de Páginas: 397
Site editora: www.rocco.com.br

Pequenos Trechos:

"(...)Cintilante e borbulhante como sempre, Effie Trinket encaminha-se para o palco e lança sua marca registrada:
- Feliz Jogos Vorazes! E que a sorte esteja sempre a seu favor! (...)" - cap. 1, pag. 26

“(…) Mas muitas coisas interessantes ainda vão acontecer! É chegada a hora de escolhermos nosso tributo masculino! (…) – Peeta Mellark. 
Peeta Mellark! 
Oh não, penso. Ele não. Porque reconheço esse nome, embora eu jamais tenha falado diretamente com o proprietário dele. Peeta Mellark.
Não, a sorte não está do meu lado hoje. (…)”  - cap. 2, pag. 32

“Por fim, Gale está aqui. Talvez não haja nada romântico entre nós, mas, quando abre os braços, não hesito nem um pouco em abraçá-lo. Seu corpo me é bem familiar, a maneira como ele se move, o cheiro de fumaça de madeira. Até mesmo as batidas de seu coração eu consigo reconhecer devido aos momentos em que somos obrigados a ficar no mais absoluto silêncio durante as caçadas. Mas essa é a primeira vez que realmente o sinto, esguio e musculoso, junto ao meu corpo. (…)” cap. 3, pag. 46

“Um sinal de alerta reverbera em minha cabeça. Não seja tão idiota. Peeta está bolando uma maneira de te matar, lembro a mim mesma. Esta te seduzindo para te transformar eu uma presa fácil. Quanto mais simpático aparenta ser, mais mortífero será.” – cap.5, pag. 81

“(…) De repente fico furiosa pelo fato de que, mesmo com minha vida por um fio, eles não prestam a mínima atenção em mim. Por meu espetáculo estar sendo preterido por um porco morto. Meu coração começa a bater. Sinto meu rosto queimando. Sem parar para pensar, puxo uma flecha da aljava e mando na direção da mesa dos Idealizadores dos Jogos. Ouço gritos de alerta à medida que as pessoas se afastam da mesa aos trancos e barrancos.  A flecha espeta a maçã na boca do porco e a prende à parede. Todos me encaram sem conseguir acreditar.
- Obrigada pela consideração de vocês. – Então faço uma leve mesura e caminho diretamente pela saída sem ter sido dispensada.” – cap. 7, pag. 113Peeta_Mellark_by_palnk

“Traição. Essa é a primeira coisa que me vem à cabeça, o que é risível, pois não há nenhuma traição. Para que isso ocorresse deveria ter havido confiança antes. E confiança não fez parte do acordo.  Somos tributos. Mas o garoto que se arriscou a apanhar da mãe para me dar um pão, o que me equilibrou na carruagem, que cobriu minha história com a Avox, que insistiu para que Haymitch soubesse de minhas habilidades de caçadora… Havia por acaso alguma parte de mim que não pudesse confiar nele?” – cap. 9, pag. 126.

“(…) Rue. Há quanto tempo será que ela está aqui? Provavelmente desde o início. Imóvel e indistinguível enquanto toda a ação se desenvolvia abaixo dela. Talvez tenha subido na árvore pouco tempo depois de mim, ao ouvir que o bando estava tão próximo. (...)" - cap. 13, pag. 200.

“Por um instante, imagino o que Gale achou do incidente, mas logo tiro a coisa da minha cabeça porque, por algum motivo, Gale e Peeta não coexistem muito bem em meus pensamentos.” – cap. 15, pag. 213.

“Então, lembro-me das palavras de Peeta no telhado: “Só fico desejando que haja alguma maneira de… de mostrar à Capital que eles não mandam em mim. Que sou mais do que somente uma peça nos Jogos deles.” E, pela primeira vez, compreendo o que ele estava querendo dizer.” – cap.18, pag. 253.

Sobre o autor: Suzanne-Collins

Suzanne Collins nasceu nos Estados Unidos em 10 de agosto de 1962. Desde 1991, escreve programas de televisão para crianças. Trabalhou na equipe de diversos shows da Nickelodeon, incluindo o hit “Clarissa“, indicado ao Emmy, e “The Mystery Files of Shelby Woo“. Para telespectadores de pré-escola, ela escreveu múltiplos episódios de “Little Bear” e “Oswald“. Ela também era a principal escritora de “Clifford’s Puppy Days“, da Scholastic Entertainment. Atualmente vive em Connecticut. Collins diz que a ideia para "Jogos Vorazes" veio enquanto ela zapeava canais na televisão. Em um canal a autora observou cenas de pessoas competindo em um reality show e em outro ela viu cenas da Guerra no Iraque. As duas “começaram a se confundir de um modo muito inquietante” e a ideia para o livro foi formada. "Jogos Vorazes" é o primeiro titulo de uma trilogia e o primeiro grande sucesso da escritora.

Opinião:

Quando comecei a ler o livro, logo em seu primeiro capitulo minha opinião foi de decepção. Não me agradei com a escrita em primeira pessoa e achei a história um tanto quanto medíocre, mas Collins consegue o feito de mudar essa impressão em cada novo capítulo e mesmo não sendo nenhuma perfeição, "Jogos Vorazes" passa longe de ser medíocre.

Não tão Voraz mas muito bom!

Acho que é assim, com essa frase ai de cima, que resumo a minha opinião geral sobre o livro. Gostei bastante e foi um dos livros que li mais rapidamente. Me prendeu a atenção com os desfechos impactantes de cada capitulo que me obrigava a emendar logo no próximo. Me alegrou com a maneira usada e ousada com a qual Suzanne critica a atual sociedade, se pararmos um pouquinho pra pensar a história de Jogos Vorazes é mais real do que se pensa. Enquanto o povo fixa os olhos na tv pra assistir aos BBB’s da vida, a fome, injustiça social  e corrupção assolam o mundo. Esse é o grande trunfo da obra, usar um sorteio onde o prêmio é a possibilidade de acabar morto apenas pra proporcionar prazer aos mais ricos e manter o poderio ditador de um governo através do medo. Mas ainda faltou ingredientes que o tornasse um excelente livro em minha opinião.

O livro nos leva a esses temas através de Katniss, a heroína da estória, uma adolescente pobre e guerreira, uma sobrevivente no distrito mais pobre entre os 12 que formam a nação de Panen. Com sua família (mãe e irmã), Katniss sobrevive dia-a-dia caçando o alimento que vai a mesa, auxiliada pelo inseparável amigo Gale e com ajuda de alguns piedosos moradores. São as habilidades de Katniss e o sua personalidade guerreira que fazem a garota sobreviver também aos jogos quando para salvar a irmãzinha ela se oferece como tributo. 429758_2821605948703_1515574134_32289673_945069025_n Já antes dos Jogos, Katniss nos conta, na narração em primeira pessoa do livro, o drama que levou o mundo ao atual momento, transformando a América do Norte numa nação devastada e dividida em 13 distritos governados por uma ditadora Capital, que usa todo seu poderio para impor ao resto da nação de Panen as suas leis e injustiças. Após as revoltas um dos distritos, o de número 13, é completamente destruído e, para servir de lembrança e gerar medo aos demais, a Capital cria os Jogos Vorazes que acaba se tornando muito mais do que isso. Os Jogos viram um show de entretenimento que mantem o povo sobre controle até a chegada de sua 74ª edição que com ajuda de Katniss e cia pode mudar os rumos de toda a nação.

“Que a sorte esteja sempre a seu favor!”

Suzanne Collins trabalha bem a sua ideia, trazendo critica social ao meio juvenil mas para não deixar de agradar aos mesmos ela também explora romance e ai vem a parte do livro que me desagrada. Claro que eu adoro romances, não é o romance em si o que me desagradou mas a maneira como ele é conduzido que me transmitiu a mesma sensação e clima de triângulo amoroso que me desagrada e me faz odiar o tal “Crepúsculo”. Nunca li a obra de Stephanie Meyer e sei que só pelo filme não dá pra ter noção do que a autora pretendia mas acho que sou mesmo contra triângulos. Parece que estou assistindo a mais uma novela onde a mocinha quer o mocinho mas fica balançada pelo outro mocinho, ieka.

Em fim, esse é o clima que Collins me passou nesta parte da história, aquela coisa idiota de fazer as garotinhas criarem times que dizem com quem a protagonista deve ficar fazendo a história perder o bom foco que tinha. Coisas desse tipo são bem vindas em qualquer obra mas se forem conduzidas dentro do seu contexto, verei como a história se desenvolve nos demais livros da série mas espero que o trunfo de discutir as injustiças surgidas num mundo pós-apocalíptico não fique em segundo plano.

“Jogos Vorazes” leva minhas 4 estrelas perdendo apenas por este pormenor de triangulo amoroso que ao meu ver é desnecessário mas aguardarei pelos próximos para julgar melhor…

Fontes: Skoob, Wikipédia e o próprio livro.

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quarta-feira, 7 de março de 2012

Pela Música: Joss Stone – LP 1 *****

Joss Stone LP1 A inglesa de 24 anos que já tem tempo na estrada continua mostrando que não é só mais um rosto bonito no meio musical mas que tem também talento de sobra. LP1 é o quinto álbum de estúdio de sua carreira mas, como sugere o título, sai para Joss Stone como se fosse o primeiro. Lançado em 26 de Julho de 2011 o álbum estreou na lista dos 10 mais comprados do itunes da empresa Apple e foi sucesso também da crítica que voltou a exaltar Joss após desprezar seu trabalho anterior. O gostinho de primeiro disco fica por conta do selo próprio, a Stone'd Record, em parceria com a gravadora indie, Surfdog Records. LP1 foi gravado em Nashville, Tennessee em apenas seis dias, Stone co-escreveu e co-produziu o álbum com o co-fundador da Eurythmics, David A. Stewart.

Título do álbum: LP 1
Artista: Joss Stone
Ano: 2011
Estilo: Soul, R&B
Gravadora: Stone'd Records
Produção: David A. Stewart e Joss Stone
Site Oficial: http://www.jossstone.com/
Faixas:

1 - "Newborn"      
2 - "Karma"      
3 - "Don't Start Lying to Me Now"      
4. - "Last One to Know"      
5 - "Drive All Night"      
6 - "Cry Myself to Sleep"      
7 - "Somehow"      
8 - "Landlord"      
9 - "Boat Yard"      
10 - "Take Good Care" 

Sobre o Artista:img_27428_joss-stone

Joscelyn Eve Stoker é o nome de nascimento para Joss Stone, apelidada de Jossie pelos íntimos. Nascida em 11 de abril de 1987, em Dover, Inglaterra, a cantora cresceu ouvindo nomes do soul como Aretha Franklin e Donna Summer e se encantou desde cedo pelo estilo musical. O primeiro disco veio aos 16 anos, um álbum de covers de soul music e dai não parou tendo hoje 5 álbuns de estúdio lançados além da participação em especiais e ao vivo. Joss se caracteriza pelo jeito simples de ser e levar a vida. Supersimpática, ela põe em suas músicas muito sentimento falando de amor e relacionamentos. A cantora também tem trabalhos como atriz no cinema e na tv mas é na música o seu mundo. No Brasil Joss já vendeu 150 milhões de cópias de 3 dos seus CDs e ainda colhe frutos do seu último trabalho divulgado no Brasil no festival de música Rock in Rio. Seu hit de maior sucesso talvez seja “Super Duper Love” mas tem outros como “Fell in love with a boy”, “Jet lag”, “You Had Me” e “Right to be wrong” nas paradas de sucesso de todo o mundo. Em 2011, com o álbum “LP 1”, Stone deu um novo rumo a carreira se desligando da EMI, sua antiga gravadora, para criar selo próprio, a Stone’d Record, e gravou o álbum em parceria com a Surfdog Records. Nessa carreira mais independente Stone compõe e produz o próprio trabalho e agrada o mercado e a crítica com o resultado.

Opinião:

Olha eu aqui outra vez escrevendo sobre música que, claro, eu adoro. Faz tempo que não escrevo sobre esse ramo da arte e pra voltar a ativa escolhi essa cantora e esse álbum que não sai da minha playlist a mais de um ano. Foi no ano passado que corri em busca dessa cantora que há muito ouvia falar e admirava mas não conhecia direito seu trabalho. LP 1 marca um recomeço na carreira de Joss Stone e marca o meu começo acompanhando esse talento que além de bela, surpreende e encanta com belíssima voz e lindas letras. 

LP1, Joss e Rock'n Rio.

Pois é! Foi graças ao Rock'n Rio que fui procurar mais sobre essa inglesa que tanto se falava, mas o ‘LP 1’ descobri primeiramente ao ler no blog MuquedePeão num post com a linda música "Drive all night", uma das melhores do álbum. O álbum logo entrou na minha playlist e não saiu mais desde então. Joss

No disco todas as músicas me agradam mas é claro que existem as preferidas são elas: “Karma”, a já citada “Drive all Night” e a minha favorita “Last one to know”. Desta última eu não largo, virou toque do meu celular, adoro o ‘nanananana, na hell nah’ (risos)! As letras das canções são maravilhosas, embaladas  com uma ótima sonoridade e conduzidas pela perfeita voz de Joss.

Seja no falso arrependimento cantado na letra de “Karma”, na arrebatadora paixão platônica pelo inquilino de “Landlord” ou na negação do amor de “Last one to know”, quase todas as letras falam do amor em seus diversos momentos: a paixão a primeira vista, o fim de um relacionamento, a proximidade do amor e ódio e o medo de amar. Essa última eu percebo como característica principal das canções do álbum, já que em quase todos as letras ela canta a dor causada por amor, ou o medo do que ele pode causar: ”Cry myself to sleep”,  “Last onde to know”, “Drive all Night” e até na animadinha “Don’t Start lying to me now”. Em “Drive …” tem a frase que mais define o álbum “You saved me / Saved me from hate / It's so close to love”. Amor e ódio variam nas canções em ótimas performances de Joss.

O talento dessa britânica impressiona, mas a danada não para por ai é ainda belíssima e de uma simpatia enorme que você percebe pelas entrevistas e em seus shows. Certa vez li a notícia de que ao ser abordada por fãs no aeroporto, Joss estava sentada no chão encostada a uma parede enquanto aguardava seu voo demonstrando a garota simples e sem frescura que é.

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Típico de Joss e quase um ritual em seus shows é a cantora sempre se apresentar descalço e pendurar um lenço ao suporte do microfone e não foi diferente em seu show no Rock’n rio 2011. O show acabou saindo como a primeira apresentação de “LP 1” no Brasil com a simpatia de Joss ao dizer que ainda não tinha decorado todas as letras do álbum lançado a dois meses, na época. Mas a presença dos fãs era grande e o coro para “Last one to know”, “Karma”, “Newborn”, “Somehow”, “Drive all night” e “Landlord” estava afiadíssimo, comigo no meio dele inclusive (risos). O legal ali foi ver o fã clube da artista distribuindo balõezinhos roxos com a logo do álbum pra mostrar pra Stone que o Brasil já era já de sua nova fase.

Lembro que me emocionei muito ouvindo as canções ali, ao vivo e cara-a-cara com ela pois me posicionei bem próximo do palco (veja vídeo ai embaixo) e não segurei as lágrimas em “LOTK”. Quando começou a cantar “Newborn” segurei a mão da galera que nem conhecia e juntos cantamos o refrão: 

“Everybody walk hand in hand / Get hold of your land / Push together yeah / Everybody get over hate /  You turned up too late / That trick's ove”

Joss se apresentou no palco menor do festival, o Sunset, e ainda cedo em relação aos demais shows e algumas pessoas acharam errado. Eu achei bom o fato do show ter sido como foi pois fez da apresentação algo mais íntimo, próximo e a tarde tava tão gostosa e o clima tão bom que se saiu pra mim como o melhor show que assisti nos dois dias que estive presente. Não pode-se negar também está outra prova da simplicidade de Joss, outro artista poderia se ofender mas ela não. curtiu e entrou no palco com seu lindo sorriso no rosto, pés descalços e a cabeleira loira a esvoaçar.

Bom,  pra “LP 1” minhas 5 estrelas e a recomendação: ouçam!

E para linda Joss Stone: nota 10. Me tornei fã!

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Vídeos:

Fonte: Wikipédia e www.jossstone.com

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Pelo Cinema: Tão Forte, Tão Perto *****

taofortetaoperto_2 Baseado no livro "Extremamente Alto e Incrivelmente Perto", o longa segue a história do pequeno Oskar. Aos 11 anos de idade, ele encontra uma misteriosa chave que pertencia a seu pai, que morreu no atentado ao World Trade Center no dia 11 de setembro de 2001, e embarca em uma jornada secreta pelas cinco regiões de Nova York. Enquanto vaga pela "Big Apple", Oskar encontra pessoas de todos os tipos.

Título original: Extremely Loud And Incredibly Close
Gênero: Drama
Duração: 2 hr 9 min
Estreou em: 24 de Fevereiro de 2012
Assisti em: 25 de Fevereiro de 2012
Site oficial:
Estúdio:
Distribuidora:
Warner Bross 
Direção: Stephen Daldry
Roteiro: Eric Roth, baseado no livro "Tão forte, tão perto" de Jonathan SAfrna Foer
Produção: Scott Rudin
Música: Alexandre Desplat
Fotografia: Chris Menges 
Direção de arte: Peter Rogness
Figurino: Ann Roth
Edição: Claire Simpson
Efeitos especiais:
Elenco:
Tom Hanks (Thomas Schell), Thomas Horn (Oskar Schell), Sandra Bullock (Linda Schell), Zoe Caldwell (Avó de Oskar), Max von Sydow (O inquilino), Viola Davis (Abby Black), Jeffrey Wright (William Black), Hazelle Goodman (Hazelle Black)

Prêmios e Indicações:

OSCAR 2012

Indicações
Melhor Filme
Melhor Ator Coadjuvante - Max von Sydow

Trailer:

Opinião:

Um filme tocante com uma história comovente. Muito criticado pela mídia cinematográfica que não gostou do resultado da adaptação mas mesmo assim o filme de Stephen Daldry acabou com 2 indicações ao Oscar de 2012 e mesmo não levando nada mostrou o sucesso nos cinemas americanos.

Perto e Forte!

Com dois dos meus atores favoritos no elenco dificilmente esse filme não me agradaria e sim, sou fã da Sandra Bullock. Porém, unidos no filme como pais do garoto Oskar Shell, Bullock e Hanks não se destacam no filme e o trunfo fica para von Sydow que conquistou a indicação de Ator Coadjuvante sem dizer uma palavra o filme todo.

A história tem como protagonista um garoto de 11 anos com inteligência aguçada e suspeito de Síndrome de Asperger, seu nome: Oskar Shell. A história de Oskar muda e passa a se tornar a história de todas as pessoas com que cruza ao iniciar uma jornada em busca de uma fechadura para a chave deixada pelo pai. A parte tocante do filme fica ai, em sua obstinada aventura a caça dos Black nova-iorquinos o garoto acaba perto da vida de várias pessoas e de alguma forma fazendo de sua jornada um pouca da jornada de cada uma delas. Entre os Black visitados pelo menino está a ótima atriz, indicada nessa edição do Oscar por seu trabalho em “Histórias Cruzadas”, Viola Davis, que empresta seu talento e faz bonito como sempre.

Mas em atuação realmente não tem pra ninguém é Max von Sydow o melhor do filme! Na história ele é o misterioso inquilino da avó do protagonista que, por algum motivo impedido de falar, escreve em blocos de papel o que deseja. Começa então a parte comovente do filme na relação divertida entre o velhinho de olhos fundos e silencioso com o garoto inquieto e falante. Muito divertido e emocionante o primeiro momento dos dois em que Oskar, sufocado pro querer contar pra alguém o que tem feito explode tagarelando tudo pro novo desconhecido.

O filme foi ao Oscar e voltou sem prêmio mas a crítica de cinema em sua maioria continua sendo negativa com o mesmo. Eu, na minha humilde opinião de expectador, gostei bastante do filme e por isso as 5 estrelas lá em cima, porém tiraria do filme algumas estrelas se a história contada não fosse tão boa. Faltou ao garoto protagonista empatia, nisso eu tenho que concordar com algumas criticas que li. Suas feições na tela mesmo que fosse pela personagem não agradam, falta ali o brilho que fez o mundo amar o trio de ‘Harry Potter’, a simpatia de Sean Astin em “Os Goonies” ou a timidez de  Elijah Wood em seu começo de carreira. Adorei o filme e chorei em alguns momentos mas acho que esse ator ai terá espaço talvez em papeis mais vilanescos, se me permite a neologia.

Imagens:

tao forte tao perto

Fonte: AdoroCinema, Cinepop e IMDB

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Pelo Cinema: A árvore da vida *****

arvoredavida3 Os O'Brien (Brad Pitt e Jessica Chastain) tiveram três filhos, criados com grande rigidez pelo pai. O mais velho deles, Jack (Sean Penn), sempre teve atritos com o pai, em parte por reconhecer em si mesmo um pouco dele. Além disto, já adulto, Jack enfrenta um forte sentimento de culpa devido à morte de seu irmão.

Título original: The Tree of Life
Gênero: Drama
Duração: 2 hr 18 min
Estreou em: 2011
Assisti em: 26 de Fevereiro de 2012
Site oficial:
Estúdio:
Cottonwood Pictures | Plan B Entertainment | River Road Entertainment
Distribuidora: Fox Searchlight Pictures (EUA) / Imagem Filmes (Brasil)
Direção: Terrence Malick
Roteiro: Terrence Malick
Produção: Dede Gardner, Brad Pitt, Sarah Green, Grant Hill e William Pohlad
Música: Alexandre Desplat
Fotografia: Emmanuel Lubezki
Direção de arte: David Crank
Figurino: Jacqueline West
Edição: Hank Corwin, Jay Rabinowitz, Daniel Rezende, Billy Weber e Mark Yoshikawa
Efeitos especiais: Double Negative | Method Studios | Prime Focus
Elenco: Brad Pitt (Sr. O'Brien), Sean Penn (Jack), Jessica Chastain (Sra. O'Brien), Fiona Shaw (Avó), Joanna Going (Esposa de Jack), Kari Matchett (Ex de Jack), Jackson Hurst (Tio Ray), Crystal Mantecon (Elisa), Brayden Whisenhunt (Jo Bates), Cole Cockburn (Harry Bates), Marlane Barnes (Angel), Will Wallace (Will), Michael Showers (Sr. Brown)

Prêmios e Indicações:

FESTIVAL DE CANNES 2011

Ganhou
Palma de Ouro

OSCAR 2012

Indicado
Melhor Filme
Melhor Diretor - Terrence Malick
Melhor Fotografia

Trailer:

Opinião:

Um filme do tipo ‘ame ou odeie’. Um filme que pode levar a diversas interpretações. Um filme nada comercial com a proposta de trazer de volta o cinema arte. Um canto e questionamento da vida, da natureza e do divino, mas que o grande público nunca engoliria.

A ‘viagem’ de Terrence Malick.

‘Chato!’, ‘Confuso!’, ‘Desisti em 20 min de filme!’, ‘Dormi a sessão inteira!’, ‘Filme para doido!’, ‘Esse cara estava drogado!’, ‘Uma mistura de National Geografe e Novela das 8!’, ‘Cansativo e enfadonho!’.

Esses ai em cima são só alguns dos comentários que vi e ouvi a respeito do filme. Tantas opiniões negativas me levaram a ter medo do filme e um pouco de repetir a experiência que tive com “Melancolia”, mas pra minha surpresa a experiência com “A árvore da Vida” foi maravilhosa e me levou a dizer: preciso rever o filme de Lars von Trier. Sim, eu concordo em parte com a maioria quando diz que o filme pode ser confuso e cansativo mas mesmo assim não achei um filme ruim, muito pelo contrário é uma filme reflexivo, artístico, questionador e sim, concordem ou não, uma obra-prima.

A ideia aqui é através de recortes de imagens e pedaços da vida de seus personagens fazer uma viagem sobre a vida, questionar a fé em Deus fazendo o contraponto entre ‘Graça e Natureza’. A história gira em torno de Jack (personagem interpretado por Sean Penn na vida adulta) e não tem estrutura especifica, o que talvez irrite os acostumados com os filmes ‘receita de bolo’. É justamente a falta de uma sequência cronológica que faz o filme diferente e belo. A transição a todo momento de lindas imagens de espaciais, paisagens terrestres e closes em seus personagens numa fotografia perfeita faz contraponto com as falas dos personagens que são quase sussurros e transmitem calma embalados com uma, também, calma trilha sonora.

Seus personagens nos levam a questionar a vida e tal questionamento surge justamente com o enfrentamento da morte, da perda, que serve de ponto inicial pro filme. Temos uma viagem pelo início da vida com o Big Bang e a criação do universo, passando pela evolução do primeiro ser vivo até a era dos dinossauros num espetáculo de imagens na tela. A narração da mãe de Jack, a Sra. O’Brien de Jessica Chastain, é calma e profundamente serena necessitando profunda sensibilidade, atenção e paciência para gostar da história.

Voltando a Jack, outro ponto muito levantado no filme é a relação de sua familia. Jack é o mais velho dos 3 filhos do casal O’Brien e é por ele que vemos discorrer o que diz a frase dita pela mãe no inicio do filme: “Existem 2 caminhos na vida:  o da natureza e o da graça.”

O pequeno Jack cresce mantendo uma relação conturbada com o rigoroso pai e a compreensível mãe. Do pai herda talvez a violência, a maneira dura de levar a vida, mas seguindo o instinto e sendo tentado ao ‘mal’. Destaque para o momento em que Jack questiona (Deus) dizendo algo como:”Se vc é tão bom porque deixa coisas ruim acontecerem, e se vc pode ser ruim, porque eu tenho que ser bom?!” ou algo do tipo. Os sussurros do personagem em certas sequências do filme também são ótimos. Com a câmera em movimento, muito próxima do personagem, acompanhamos seus passos em conjunto com as frases que murmura, algo como: “Leve ele daqui”, “faça com que morra”, etc.

Já a relação com a mãe difere complemente o Jack anterior, uma relação mais próxima do caminho da ‘Graça’, do amor. A mãe dá aos filhos maior liberdade, sem deixar de se preocupar. Gosta de ver os filhos alegres mas não sabe como lidar com o gênio dificil do filho mais velho quando este a confronta. Devida as muitas interpretações que o filme permite (isso é outro trunfo da obra), em certo momento surge algo erótico na relação de Jack com sua mãe, um pouco de Édipo, talvez. E até o desejo pela morte do pai que citei faz pensar: seria a morte do pai ou do irmão do meio por quem, se nota, sente um pouco de ciúmes.

Digo que “A árvore da vida” é um filme maravilhoso! Suas diversas possibilidades de interpretação criados principalmente pela sua falta de estrutura nos fazem viajar e se encantar e até questionar nossa maneira de levar e compreender a vida mas para alguns pode ser apenas confuso e chato. Para Jack a história parece mostra que algo o persegue até a vida adulta. Com a morte do irmão faz uma viagem por sua vida e o que traz de volta um sentimento de culpa ou ressentimento de algo feito ou desejado no passado. Em fim, como disse, um mundo de interpretações.

Muito mais filmes assim deveriam ser produzidos. Fazem o cinema ser arte e não só indústria como vem sendo nos últimos tempos, não digo que a indústria seja negativa mas não se pode perder o brilhantismo que algo novo, diferente e corajoso pode dar. Filmes como esse e como o ‘Melancolia’ nos fazem lembrar que em meio a Michael Bays, Camerons e Spielbergs também existem obras de arte como havia no passado com Godard, Kubrick, Hitchcock e, porque não, Coppola.

Apreciar uma obra vai de cada um, é a velha história do ‘gosto não se discute’. Há quem ache filmes como “Crepúsculo” uma obra-prima, é um gosto, não se discute, rs. Há quem odeie os filme de Kubrick e o achem maluco, outros que o acham um gênio. Ao meu ver e no meu entendimento toda obra tem sua proposta e deve ser prestigiada por ela. Hoje me penitencio por não ter dado a ‘Melancolia’ a importância que merecia, em meio ao cansaço e na mais confortável sala de cinema da minha vida, acabei dormindo com o filme, confesso, mas prometo assistir novamente em breve.

Para concluir explico minhas 5 estrelas para “A árvore..” justamente por tudo aquilo que alguns dizem ser o erro do filme: pela sua falta de estrutura, pela mistura de imagens com cenas, pelo pouco diálogo, pela bela fotografia, pela maravilhosa trilha sonora, pela calmaria e pela grande sensibilidade exigida. Vi em outro comentário e talvez seja verdade, pode ser preciso assistir ao filme como se estivesse apreciando uma Tela de arte abstrata onde alguns verão um mundo de coisas e outros apenas um monte de rabiscos de um doido qualquer. Compare também com os poemas abstratos, subjetivos; com as canções de grandes nomes da música que te fazem perguntar, ‘que diabos ele fumou?’; mas se deixe levar, se entregue a obra, reflita e viaje, entendo eu que esse é o objetivo da coisa, mesmo sem ser uma obra objetiva (risos).

Ah, e não, eu não entendo nada de artes plásticas, também não sou grande conhecedor de cinema não, sou apenas um apaixonado e me encantei com o filme de Malick. Novamente um excelente filme!

Sim, podem chamar de maluco. Afinal, abacrazy não é atoa!  kkkk

Imagens:

a arvore da vida

Fonte: AdoroCinema 

poster

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Pelo Cinema: Meia Noite em Paris *****

meia_noite_em_paris_2011_g Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e sonhou ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que fez com que fosse muito bem remunerado, mas que também lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir a Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.

Título original: Midnight in Paris
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 1 hr 40 min
Estreou em: 2011
Assisti em: 24 de Fevereiro de 2012
Site oficial: http://www.sonyclassics.com/midnightinparis
Estúdio: Mediapro | Gravier Productions | Antena 3 Films
Distribuidora: Sony Pictures Classics
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Produção: Letty Aronson, Stephen Tenenbaum e Jaume Roures
Música: Stephane Wrembel
Fotografia: Darius Khondji
Direção de arte: Anne Seibel
Figurino: Sonia Grande
Edição: Alisa Lepselter
Efeitos especiais: Georges Demétrau
Elenco: Owen Wilson (Gil), Rachel McAdams (Inez), Michael Sheen (Paul), Kathy Bates (Gertrude Stein), Marion Cotillard (Adriana), Adrien Brody (Salvador Dali), Kurt Fuller (John), Mimi Kennedy (Helen), Nina Arianda (Carol), Carla Bruni (Guia do museu), Daniel Lundh (Juan Belmonte), Thérèse Bourou-Rubinztein (Alice B. Toklas), Léa Seydoux (Gabrielle), Emmanuelle Uzan (Djuna Barnes), Serge Bagdassarian (Detetive Duluc), Gad Elmaleh (Detetive Tisserant), Yves Heck (Cole Porter), Tom Hiddleston (F. Scott Fitzgerald), Adrien de Van (Luis Buñuel), Corey Stoll (Ernest Hemingway), Alison Pill (Zelda Fitzgerald), Marcial Di Fonzo Bo (Pablo Picasso), David Lowe (T.S. Eliot), Sonia Rolland (Joséphine Baker), Yves-Antoine Spoto (Henri Matisse), Laurent Claret (Leo Stein), Olivier Rabourdin (Paul Gauguin), François Rostan (Edgar Degas), Vincent Menjou Cortes (Henri de Toulouse-Lautrec)

Prêmios e Indicações:

GLOBO DE OURO 2012

Indicações
Melhor Filme - Comédia/Musical
Melhor Diretor - Woody Allen
Melhor Ator - Comédia/Musical - Owen Wilson
Melhor Roteiro

SAG Awards 2012

Indicação
Melhor Elenco

INDEPENDENT SPIRIT AWARDS 2012

Indicação
Melhor Ator Coadjuvante - Corey Stoll

OSCAR 2012

Indicações
Melhor Filme
Melhor Diretor - Wood Allen
Melhor Roteiro Original - Wood Allen

Trailer:

Opinião:

Uma comédia romântica fora do padrão ‘chulé’ dos últimos tempos. Juntando arte e cultura por todo lado da Paris de 2010 a década de 1920, com um pulinho na Belle Époque, Wood Allen nos leva a viajar com ele e seu personagem pela nostalgias dos tempos não vividos.

Qual seria a sua “Era de Ouro”?

O filme é intelectual, sem dúvida!  Um banho de cultura que me fez constatar quão pobre de conhecimento ainda sou por não conhecer mais da metade dos nomes citados aqui. É até estranho começar a falar assim de uma comédia romântica, mas se é de Allen não chega a ser tão estranho assim. O cineasta canta aqui o seu amor e admiração a ‘cidade luz’ mas a minha percepção do filme foi muito além disso e foi a idéia central do roteiro que me fez ficar fascinado pela obra.

Wood Allen é mestre e nisso muitos vão concordar, outros dirão não entender muito bem seu trabalho e outros ainda falaram que conhecem pouco do que ele fez (meio dificil, eu sei), mas o que digo é que não há muito o que entender, mesmo eu com meu pouco conhecimento consegui me encantar com este filme repleto de homenagens e citações aos mestres da arte em todas as suas formas. Com ‘Meia Noite em Paris’ Allen declara a insatisfação humana com a época que vive, claro que nem todos são assim, já eu sim, me enquadro entre os nostálgicos de épocas não vividas (risos).

No filme o personagem de Wilson (Owen) é um apaixonado pela Paris dos anos 20 que às 00h, após uma noite de degustação de vinhos, embarca numa viagem de volta a sua época dos sonhos onde conhece seus ídolos da literatura, música, artes plásticas, cinema e ainda se apaixona por uma moça que, como ele, é nostálgica de outra época, a Belle Époque. É neste ponto que se encontra o trunfo do roteiro e faz pensarmos sobre qual seria a melhor época e por que por vezes a nossa época não nos agrada como achamos que agradaria se vivêssemos em épocas passadas.

O filme foca na realidade de seu personagem, sua paixão por Paris, pela arte mas mais por viver a arte do que apenas contempla-la. Fazendo uma ponte com minha realidade, eu no lugar de Gil, desejaria viver no Brasil dos anos 60, 70 e 80, seria essa a minha “Era de Ouro” (kkk, por que será). Acho que principalmente por isso o filme me ganhou e me faz torcer por Allen levar o ‘careca dourada’ de Roteiro Original.

Claro que o filme não é só isso e também não foi só isso que me fez dar a ele minhas 5 estrelas. Temos o elenco muito bem dirigido pelo mestre onde até o fraco Owen Wilson (sim, não gosto) se sai super bem; temos a linda Marion Cotillard ótima como coadjuvante e um engraçado Adrien Brody como o ‘surreal’ Salvador Dali. O cenário parisiense como sempre belo, em qualquer filme; a fotografia do filme também é excelente e a trilha também agrada. Amei o filme e acho justo as indicações que recebeu para a premiação de amanhã e seria mais justo ainda sair da noite com uma estatuetazinha.

Então é isso!  5 estrelas pra ‘Meia Noite em Paris’ e encerro repetindo a pergunta lá de cima: Qual seria a sua ‘Era de Ouro’?

Imagens:

meia noite em paris1

Fontes: AdoroCinema e Omelete

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Pelo Oscar 2012…

Em 2011 o PelaArteSempre conseguiu fazer uma coberturazinha do maior evento do cinema mundial. Por motivos ainda inexplicáveis esse ano as coisas chegam mais lentas e bem em cima da hora. Esse que vos escreve assistiu a poucos dos filmes indicados nesta edição, seja por falta de tempo, atenção ou por qualquer outro motivo. Mas, antes tarde do que nunca, trago agora a lista de indicados e um resumo de minha opinião sobre o que vi e o que tenho ouvido por ai.

A premiação esse ano contará com a volta de Billy Cristal como apresentador e traz como mudanças e curiosidades: o fato de, ao contrario das 2 últimas edições, temos 9 indicados na categoria principal; outra fato curioso é mais uma vez a presença de Meryl Streep na indicação de Melhor Atriz, entrando pra história como a mais indicada do Oscar com 17 nomeações; e talvez o fato de trazer uma edição repleta de filmes artísticos sem a presença de blockbusters como em outras edições com “Avatar”, “Titanic” e “O Senhor dos Anéis”.

Confira os Indicados:


MELHOR FILME


O-Artista
- O Artista – Produtor: Thomas Langmann.
Não assisti ao filme ainda mas pelo que tenho visto é o que tem mais chances de sair vencedor na noite do dia 26. Cinema mudo e em preto em branco, francês e quem vem sendo aclamado pela crítica onde quer que seja. Já levou o Globo de Ouro e tem chances não só na categoria principal como também em muitas outras.
descendentes 
- Os Descendentes – Produtores: Jim Burke, Alexander Payne e Jim Taylor 
Mas um que ainda não conferi. Comecei a assisti-lo mas o cansaço me impediu de continuar. Agradou a crítica lá fora e levou o Globo de Ouro de Melhor Filme Drama com destaque pra interpretação de Clooney que tem chances de levar a estatueta de Melhor Ator. 
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- Tão Perto, Tão Forte – Produtor: Scott Rudin 
Um dos filmes que estou com mais vontade de assistir. Vem perdendo pontos com a crítica que não gostou da adaptação e nem da escolha do elenco. Eu, particularmente, sou fã do casal principal (Hanks e Bullock). Adoro a Sandra Bullock e sim, estou ciente que a maioria dos amantes do Cinema não gostam com o trabalho dela, mas eu a admiro e muito. As chances do filme sair vencedor são mínimas. 
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- Histórias Cruzadas – Produtores: Brunson Green, Chris Columbus e Michael Barnathan 
Esse eu assisti e ADOREI. Sei que as chances do filme ganhar são poucas pelas criticas que tenho lido é quase certo esse premio ser de “ O Artista” mesmo, mas se esse filme ganhar ficarei muito satisfeito. Gostei da forma como essa adaptação da obra literária de mesmo titulo se fez na tela. Adoro o trabalho de Viola Davis e Emma Stone, como a amo! (risos). Uma história dramática mas com suas pitadas de humor na medida certa pra falar do absurdo preconceito da sociedade americana do século passado.
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- A Invenção de Hugo Cabret – Produtores: Graham King e Martin Scorsese 
Mais um filme que já conferi e que é mais do que merecido levara ao menos um prêmio na noite do Oscar. Adorei a história de Hugo, me encantei com o atorzinho principal e adoro a Chlöe. O filme fala sobre arte, é mais um filme que remete a França e a paixão por cinema. Ah, e como não dizer: é Scorsese bebê! Sou suspeito pra falar pois sou fã desse gênio. A Academia bem que podia dar outro Oscar de direção pra ele.
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- Meia-noite em Paris – Produtores: Letty Aronson e Stephen Tenenbaum 
Esse eu assistirei hoje a noite e depois deixo em forma de comentário no post o que achei. A critica adorou e muitos fãs de Allen dizem ser um dos seus melhores trabalho. O inglês com cara de Nerd que nunca vai a cerimônia do Oscar concorre ainda pro direção e roteiro. Veremos se mais esse filme com cunho francês levará alguma coisa. 
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- O Homem que mudou o jogo – Produtores: Michael De Luca, Rachael Horovitz e Brad Pitt 
Esse eu também já conferi. Me agradou muito mais me parece ser o que tem menos chances de prêmios. É um trabalho competente e fala de talvez a maior paixão no esporte pelos americanos, o Baseball. Brad Pitt tá muito bem e Jonah Hill me deixou contente ganhando a indicação de ator coadjuvante, mas dificilmente leva. 
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- A Árvore da Vida – Produtores: Sarah Green, Bill Pohlad, Dede Gardner e Grant Hill 
Meus amigos que viram odiaram o filme, acharam chato, lento, confuso. Confesso que ainda não vi mas os críticos são de opinião diferente do grande público e pelo que li há muitos elogios a obra dirigida por Terrence Mallick. Além disso o filme foi vencedor do Festival de Cannes em 2011 e pede ter chances no ‘careca dourada’ também. 
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- Cavalo de Guerra – Produtores: Steven Spielberg e Kathleen Kennedy 
Tai, esse filme eu nem sei o que falar. Não assisti e nem li nada sobre ele. Claro que sei que é do Spielberg mas não conheço a história do filme e já acho que tem poucas chances de prêmios. 
OUTRAS CATEGORIAS:


clooney Melhor ator
    • George Clooney - Os Descendentes
    • Brad Pitt - O Homem Que Mudou o Jogo
    • Jean Dujardin - O Artista
    • Demián Bichir - A Better Life
    • Gary Oldman - O Espião que Sabia Demais
Melhor atriz
    • Glenn Close - Albert Nobbs
    • Viola Davis - Histórias Cruzadas
    • Rooney Mara - Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
    • Meryl Streep - A Dama de Ferro
    • Michelle Williams - Sete Dias com Marilyn
meryl-streep-080211-1Melhor ator coadjuvante
    • Kenneth Branagh -Sete Dias com Marilyn
    • Nick Nolte - Guerreiro
    • Max Von Sidow - Tão Perto e Tão Forte
    • Jonah Hill - O Homem Que Mudou o Jogo
    • Christopher Plummer - Toda Forma de Amor
Melhor atriz coadjuvante
    • Bérénice Bejo - O Artista
    • Jessica Chastain - Histórias Cruzadas
    • Janet McTeer - Albert Nobbs
    • Melissa McCarthy - Missão Madrinha de Casamento
    • Octavia Spencer - Histórias Cruzadas
- Melhor diretor
    • Woody Allen - Meia-Noite em Paris
    • Terrence Malick - A Árvore da Vida
    • Alexander Payne - Os Descendentes
    • Michel Hazanivicous - O Artista
    • Martin Scorsese - A Invenção de Hugo Cabret
Melhor roteiro adaptado
    • A Invenção de Hugo Cabret
    • Tudo pelo Poder
    • Os Descendentes
    • O Espião que Sabia Demais
    • O Homem Que Mudou o Jogo
Melhor roteiro original220px-Woody_Allen_(2006)
    • Meia-Noite em Paris
    • O Artista
    • Margin Call - O Dia Antes do Fim
    • Missão Madrinha de Casamento
    • A Separação
Melhor filme em lingua estrangeira
    • A Separação (Irã)
    • Bullhead (Bélgica)
    • Monsieur Lazhar (Canadá)
    • Footnote (Israel)
    • In Darkness (Polônia)
Melhor longa animadoa-separacao_2011
    • Gato de Botas
    • Kung Fu Panda 2
    • Rango
    • Um Gato em Paris
    • Chico & Rita
Melhor trilha sonora original
    • As Aventuras de Tintim
    • O Artista
    • O Espião que Sabia Demais
    • A Invenção de Hugo Cabret
    • Cavalo de Guerra
Melhor canção originalrango
    • "Man or Muppet" - Os Muppets
    • "Real in Rio" - Rio
Melhores efeitos visuais
    • Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
    • A Invenção de Hugo Cabret
    • Gigantes de Aço
    • Planeta dos Macacos - A Origem
    • Transformers: O Lado Oculto da Lua
Melhor maquiagem
    • Albert Nobbs
    • Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
    • A Dama de Ferro
Melhor fotografia
    • Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
    • O Artista
    • A Invenção de Hugo Cabret
    • A Árvore da Vida
    • Cavalo de Guerra
Melhor figurinoharry-potter-and-the-deathly-hallows-part-2-poster-2
    • Anônimo
    • O Artista
    • A Invenção de Hugo Cabret
    • Jane Eyre
    • W.E. - O Romance do Século
Melhor direção de arte
    • O Artista
    • Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
    • A Invenção de Hugo Cabret
    • Cavalo de Guerra
Melhor documentário
    • Hell and Back Again
    • If a Tree Falls
    • Paradise Lost 3: Purgatory
    • Pina
    • Undefeated
Melhor documentário de curta-metragemthe_girl_with_the_dragon_tattoo_movie_poster_3
    • God is the Bigger Elvis
    • The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement
    • Incident in New Baghdad
    • Saving Face
    • The Tsunami and the Cherry
    • Blossom
Melhor montagem
    • Os Descendentes
    • O Artista
    • Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
    • O Homem Que Mudou o Jogo
    • A Invenção de Hugo Cabret
Melhor curtaDrive 2011- poster - Ryan Gosling
    • Pentecost
    • Raju
    • The Shore
    • Time Freak
    • Tuba Atlantic
Melhor curta animado
    • Dimanche
    • The Fantastic Flying Books of Mister Morris Lessmore
    • La Luna
    • A Morning Stroll
    • Wild Life
Melhor edição de somTudo pelo Poder
    • Drive
    • Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
    • Cavalo de Guerra
    • A Invenção de Hugo Cabret
    • Transformers: O Lado Oculto da Lua
Melhor mixagem de som
    • Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
    • Cavalo de Guerra
    • A Invenção de Hugo Cabret
    • Transformers: O Lado Oculto da Lua
    • O Homem Que Mudou o Jogo
Fonte: Omelete
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Pela Arte Sempre ... por onde andas?

Fazem 3 meses desde a última postagem. Correria de fim de ano, confusão na cabeça e no coração, mistura de emoções, ideias, ideais e objetivos. Fui perguntado por um amigo sobre o que estava acontecendo e eu também não sabia a resposta, até que resolvi parar e analisar e me perguntar também. Onde está o bom e velho abacrazytech?
Passei por muuita coisa no ano que passou, foi um ano maravilhoso mas que me afastou um pouco de outras coisas que eu amo e não quero que isso aconteça. É claro que não deixei de curtir meus filmes, assistir minhas séries ou folhear meus livros mas faltava o ânimo e inspiração para completar isso escrevendo sobre. 
Sempre gostei, sempre gostei de escrever neste espaço sobre a minha impressão sobre as obras que acompanho, mesmo sabendo dos pouquíssimos acessos e da pouca importância que as pessoas dão a isso, não era isso que me importava, e continua não sendo. Talvez a falta de foco (meu mal maior), me desviou de minhas paixões mas com este post dou retomada ao que amo. 
Aos poucos leitores, aguardem, em breve, novidades!

Bjões e abrações!!

AbaCrazyTech!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pelo Cinema: Gigantes de Aço ****

hugh-jackman-em-cena-de-gigantes-de-aco-592011-1315237087260_615x300Num futuro próximo, as lutas de boxe já não são mais travadas entre seres humanos e sim através de robôs. Neste ambiente, Charlie (Hugh Jackman) é um ex-boxeador falido, que se vira com máquinas obsoletas e, quase sempre, perdedoras. Morando de favor com Bailey (Evangeline Lilly), filha de seu falecido treinador, ele acaba sendo chamado pela Justiça por causa da morte da ex-mulher e a futura guarda do filho deles. O problema é que Max (Dakota Goyo) tem 11 anos, Charlie nunca teve o menor contato com ele e, por isso, prefere que ele fique com a cunhada, mediante o pagamento de uma polpuda "recompensa". Mas o garoto é muito esperto e aos poucos vai conquistando o coração do lutador. Para completar, o menino é uma fera nos vídeos games e tem chances reais de ajuda-lo a treinar uma nova máquina de combate e mudar para sempre o destino deles.

Título original: Real Steel
Gênero: Aventura
País: EUA
Duração: 1 hr 47 min
Estreou em: 21 de Outubro de 2011
Assisti em: 02 de Novembro de 2011
Site oficial: http://www.steelgetsreal.com
Estúdio: DreamWorks SKG | Angry Films | ImageMovers
Distribuidora: Walt Disney Studios Motion Pictures (EUA)
Direção: Shawn Levy
Roteiro: Leslie Bohem, John Gatins, Dan Gilroy e Jeremy Leven, baseados no argumento de Richard Matheson
Produção: Shawn Levy, Robert Zemeckis, Susan Montford e Don Murphy
Música: Danny Elfman
Fotografia: Mauro Fiore
Direção de arte: Seth Reed, Jason Baldwin Stewart e Jeff Wisniewski
Figurino: Marlene Stewart
Edição:   Dean Zimmerman
Efeitos especiais: Digital Domain / Giant Studios / Legacy Effects
Elenco: Hugh Jackman (Charlie), Dakota Goyo (Max), Evangeline Lilly (Bailey Tallet), Hope Davis (Tia Debra), Kevin Durand (Ricky), Karl Yune (Tak Mashido), Anthony Mackie (Finn), James Redhorn (Marvin), Marco Ruggeri (Cliff), Olga Fonda (Farra Lemkova), John Gatis (Kingpin), Phil LaMarr (Comentarista), David Alan Basche (Comentarista), Jahnel Curfman (Fã), Antoinette Nikprelaj (Fã)

Trailer:

Opinião:

Hugh Jackman dá um tempo das garras de Wolverine para brincar de luta com robôs gigantes nesta produção de Spielberg com direção do mesmo diretor de "Uma noite no museu" e distribuição da Walt Disney. O filme se sai bem na proposta de divertir e entreter seu público e tem no ator mirim, Dakota Goyo, seu destaque.

Os gigantes e o pequeno!

A proposta por traz do roteiro é falar de um futuro onde a luta entre humanos é extinta e substituída por robôs, nessa premissa Hugh Jackman é um ex-lutador de box que passa a usar sua experiência para transmitir técnicas de luta aos robôs. Gostei bastante do filme e por isso ele levou minhas 4 estrelas mas é impossível negar os vacilos da produção que teve.

Um desses vacilos é colocar um molequinho de 11 anos para carregar sozinho um robô de algumas toneladas, isso logo após o garoto quase morrer caindo em um penhasco, local que por coincidência encontrava-se o tal robô. Tudo bem que é filme né, mas vamos manter ao menos um pouquinho o senso de realidade.

Outros vacilos em minha opinião é a dublagem e aquela mania de nos querer fazer acreditar que os personagens realmente falam português, quando Eve Lilly (Kate de Lost) diz na dublagem: “Espera, vou mudar o idioma para português!” (aham Cláudia, senta lá!). Por essas e por outras que odeio filme dublado, mas quando não se tem opção.

No elenco Jackman tem a cena roubada pelo guri, Dakota Goyo, que tanto na história contada pelo filme, como no próprio trabalho como ator se sobressai. Jackman é engraçado (poucas vezes), mas até que leva bem o filme. Completando o trio principal tem a eterna Kate de Lost, com Evangeline Lilly melhor aqui que em seus trabalhos anteriores mas ainda precisando de aulas. E eu a todo momento falava: ‘vem cá, mas ela num ia se aposentar!’.

No roteiro o filme é fraquinho e previsível, claro, o que se esperar?! Mas ainda assim me conquistou e me agradou mais que a sessão anterior a ele com “Os 3 mosqueteiros”. Os efeitos especiais estão muito bons e na medida certa sem os exageros que poderiam lembrar os ‘Transformers’ de Bay. As cenas mais divertidas e emocionantes são mesmo da relação entre pai, filho e robô, com destaque pra dancinha (risos) do pequeno com o gigante.

Por ser boa pedida para o que propõem. “Gigantes de aço” leva minhas 4 estrelas. Vale a pena gastar um tempinho se você gosta de filmes do tipo!

Imagens:

95 - 0211 - Gigantes de Aço1

Fontes: AdoroCinema e Cinepop 

Real Steel